Bom, endividada eu já estava, mais depois que passou meu período de experiencia me senti segura para tomar decisões financeiras mais audaciosas! Além das despesas e contas que eu já tinha negociado os pagamentos para longo prazo, e ainda acontecendo os pagamentos mensais, o pouco que me sobrava eu comprometi. Mandei fazer o documento do meu carro, e assumi o parcelamento para arrumar a suspensão e pneus que estavam deixando praticamente impossível dirigir com o mínimo de segurança. Sendo o carro uma ferramenta de trabalho, fiz essa escolha com base nessa prioridade.
Diante de mim, possibilidades de dividas, planos, muitas expectativas e os pés nos chão que não posso deixar descolar da realidade. Acredito que tenho estado sólida e em um estado mental equilibrado suficiente para saber onde e com que delicadeza tratar alguns assuntos. Mas claro, preciso manter a medicação em dia e os meus medicamentos estão acabando. Tenho que decidir algo importante que pode ser decisivo para os próximos meses e anos da minha vida. Então tenho que me colocar em uma posição desconfortável de escolher entre um de dois venenos! E de verdade, nada melhor que escrever para esclarecer minha mente e buscar alguma clareza nessas horas.
Comecei a escrever em outubro, retomei o texto agora em janeiro do ano que virou! Então sou bem rápida em tomar decisões difíceis! E a escolha? Não fiz, empurrei e literalmente deixei o destino escolher, baseada em fatos simples; nunca escolhi certo! e todas as escolhas que fiz me arrependi depois de algum tempo! Então o melhor foi deixar que o destino e a espiritualidade escolham por mim, uma vez que colhemos de acordo com o que semeamos e sei que tenho feito uma semeadura acolhedora e muito coerente com o que eu quero no mundo para minha filha!
E olhando minha vida, como um filme eu vejo que as coisas que melhores aconteceram na minha vida e mais me fizeram viver momentos inesquecíveis foram aquelas que eu não escolhi, foram as que me permiti ser eu mesma e apenas seguir em frente e deixar o destino me surpreender, inclusive esse trabalho que hoje eu tenho. Então sim, escolhi de forma racional diante das escolhas fisicas que eu tinha o que de forma pratica eu podia decidir! Mas o que é impossivel escolher? Não, eu nao me forçarei a escolher entre coisas que pra mim são impensáveis para seguir em frente e sim, deixarei o destino decidir diante das oportunidades que me forem concretas! Assim que as coisas forem sendo cretas eu farei a escolha necessária, até lá, irei sim continuar com os pés no chão, a cabeça nas nuvens, os olhos no destino, e o coração na fé de que vou chegar lá!